
Detalhes da obra do Caminho da Fé
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou a construção do projeto denominado “Caminho da Fé”, que consistirá em uma calçada e ciclovia que se estenderá por 134 quilômetros ao longo da Rodovia Presidente Dutra. Esta declaração foi feita em uma coletiva de imprensa, no dia 12 de outubro, após uma visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, localizado no interior de São Paulo.
Alckmin explicou que a proposta inclui a criação de uma nova calçada que terá início em Arujá e se estenderá até Aparecida. “Serão 134 quilômetros de uma pista ao lado da Dutra, além de uma ciclovia. Com isso, queremos oferecer mais segurança para as pessoas, evitando que elas precisem andar no acostamento da rodovia, que é bastante perigoso”, afirmou o vice-presidente. A obra será realizada pela concessionária responsável pela administração da Dutra, a RioSP.
Contexto político e religioso do anúncio
O anúncio do “Caminho da Fé” acontece em meio a um contexto político delicado, especialmente pela recente polêmica em torno da Nossa Senhora Aparecida. No período anterior ao primeiro turno das eleições, surgiram informações falsas que atribuíram a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil da Santa, gerando grande repercussão e reações por parte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Como resposta a essa situação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a veiculação de informações sobre o tema, com a condição de que não se associasse o projeto de lei ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse ambiente tenso certamente influenciou a estratégia política relacionada ao anúncio do “Caminho da Fé”, que também busca reforçar os laços com a comunidade católica.
Alckmin, ao ser questionado sobre a recente declaração do presidente Lula acerca das decisões do TSE, destacou a importância da imparcialidade da Justiça, afirmando que a expectativa é que todos cheguem ao dia 25 de outubro com segurança nas discussões políticas.